segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A vida de Agostinho

A escola era difícil,
Não tinha onde sentar,
Nem material para estudar.

No intervalo a diversão era no rio,
Pulando de pedra em pedra.

Varinhas apenas simples galhos,
Mas causaram grandes dores.

No ombro carregava sua sacola,
Onde havia seu caderno e sua cartilha.

De pé descalços ele andava,
Pois não tinha o que calçar.

Namoros eram complicados,
Apenas a ''vista'',
Sem beijos e carinhos,
Levavam a vida.

Agostinho cultivava seu próprio alimento,
Natural da sua roça,
Da sua terra.

A diversão fora da escola,
Morros desciam,
Com a canoa de coqueiro,
Sua alegria.

Na roça trabalhava,
Ajudando desde cedo,
E assim terminamos
O que um dia já foi
REALIDADE!

Autores: 
Larissa Witermann Pfluck
Jessica Covre

Turma: EMI 1101

terça-feira, 23 de setembro de 2014

História de Um Guerreiro

Em entrevista a mim Ivo Zappeline Becker contou um pouco de como as coisas eram antigamente, ele é natural de São Ludgero, é mais conhecido como Ivo,com 66 anos é dono de três supermercados localizados nesta mesma cidade onde ele administra com força e garra, uma pessoa com um carisma contagiante, muito querido e amado por todos.
Como era a vida antigamente?
- Antigamente a vida não era muito fácil, ninguém tinha carro e todos trabalhavam na roça, lembro que no meu casamento os convidados foram até à igreja em cima de um caminhão e eu e minha esposa conseguimos emprestado um caminhão menor para irmos até lá, todos eram humildes e trabalhavam na roça também.
Como eram as vestimentas?
- Naquela época os homens e as mulheres eram muito mais comportados que hoje, as vestimentas das mulheres eram um lenço na cabeça e um vestido até o pé; já as homens usavam calças que vinham com uma cinta que passava por cima dos ombros, porque naquele tempo não tinha calça jeans e bermudas apenas, calças diferenciadas para o serviço na roça. Hoje em dia as meninas se vestem muito diferente, mas tambem não só a questão das roupas era diferente das de hoje, nós não falávamos palavrões, não aumentávamos a voz para nossos pais, não saíamos tarde e nem pedíamos dinheiro pois agente era muito pobre.
E para ir para a igreja como era?
- Íamos para igreja descalços para não gastar os sapatos pois ganhávamos um sapato por ano, e quando chegávamos perto da igreja nós limpávamos os pés com uma toalha que nós levávamos e colocávamos os sapatos e era assim para ir para casa também.
E os bailes como eram?
Para ir para o baile tinha que ser de maior e os bailes não eram que nem os de hoje eles começavam um pouco depois de meio dia e não passava das seis da noite, as músicas e o comportamento eram muito diferente de hoje, não tinha drogas e nem bebidas.
E para ir para a escola?
- Para irmos para a escola tínhamos que ir roçando os matos para chegar a ela,
a escola não era como as de hoje era simples apenas com uma mesa e um quadro, nem lanche tinha, e ainda os jovens de hoje em dia reclamam mas tem tudo, então
deem valor pois seus pais e familiares passaram muita dificuldade e nunca abaixaram a cabeça.
E os hospitais?
- Naquela época morria muita gente porque não tinha muita tecnologia que nem hoje, antes não se tinha quase nada de remédio, e os hospitais não tinham toda essa tecnologia.
Você presenciou a enchente de 1974?
- Sim, morreu muita gente naquela enchente foi um desastre muito grande caiu ponte por todo lugar, eu e meu pai e mais uns amigos deles trabalhavam em construção e reconstruímos as pontes lembro-me até que um amigo meu quase morreu caindo a noite no rio ele chegou ate lá no fundo e se segurou num ferro e conseguiu voltar para cima.
Você trabalhava em que?
- Eu fazia feira, as vezes tínhamos caminhão e várias coisas para transportar as coisas mas foram roubadas e até nós reerguermos demorou um tempo.
E depois disso abri meu mercado.

Autora:
Gabrieli Cristini

Turma: EMI 1101

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Uma Historia de Vida (Em homenagem a Ivo Becker e Maria Salete S. Becker)

O tempo passou e assim foi a vida
Na estrada comprida páginas de glória
De um belo casal que com garra e vontade
Fazendo verdade assinavam a história

Ela por ser jovem limites vivia
Pouco conhecia do mundo e do amor
Do contrário ele tinha liberdade
E por ser bom moço e boas amizades
Levava a vida com fé e vigor

Como não podiam somente estudar
Ter que trabalhar era a opção
E um lindo namoro ali começava
Pois ali formava essa bela união

Eram fascinantes as festas de amigos
Tudo era tranquilo com muita decência
Sempre alguém puxava na viola uma moda
Felizes cantavam pela noite a fora
Bem longe das drogas e da violência

O tempo passou  e tudo está mudado
Do tempo passado orgulho eles sentem
Continuam fortes de corpo e de alma
Que até se comparam a dois adolescentes

Revendo, lembrando os amigos da escola
Maria agora é só satisfação
Ao lado daquela mulher  tão guerreira
Ivo agradece a grande companheira
Por estarem juntos num só coração

Autores:
Luíza Soethe
Marília Fernandes Eing
Thaís Sesário

Turma: EMI 1101

Comunicação

              Televisões,rádios e telefones
              Isto não existia
              Na infância de Josefina

              Ir a igreja, festas
              de aniversários
              Era só alegria

              Pois até numa enfermidade
              Era nestes encontros 
              Que a solução surgia

              Sendo a comunicação
              Uma dificuldade
              Aos finais de semana
              Nesses encontros
              Matavam a saudade

              Diz Josefina com entusiasmo
              E assim acontecia
              Todos se ajudavam
              na maior alegria.




Autores
Gefersom Boeing
Andrei Kestering
Djalma Dorvalino da Cruz
Alerrandro Vieira
Nathan Rosa.

Turma :EMI 1102




Uberto Bruning Schlickmann

   Uberto Bruning Schlickmann quando moço consertava bicicletas em Braço do Norte. No ano de 2000 fundou seu museu, o Museu da Colonização, com muitos objetos interessantes e ricos em história, e também tem uma parte totalmente dedicada a arte. Quati, como é chamado pelos amigos, é muito dedicado no que faz e sempre criativo em suas peças de arte. Sempre está disposto a mostrar o museu para os visitantes. Ama o que faz e diz que pretende continuar com isso até o resto de sua vida e seu maior sonho é ter alguém que cuide de tudo isso com o mesmo amor e dedicação que ele teve durante esses 14 anos de museu.
      A inauguração do seu museu aconteceu em 6 de julho de 2000, durou uma semana e foi visitada por mais de 3.000 pessoas, as quais ficaram surpresas ao ver tamanha dedicação para continuar com aquilo e resolveram ajudá-lo, doando objetos que hoje ainda estão lá expostos e bem cuidados.
      Ele criou muitas peças do museu de arte, com madeira encontrada na beira do rio, construiu varias molduras de quadro, sempre procurando inovar. Há muitas peças com enorme valor artístico que nos fazem ficar admirados. 
       Uberto, além de cuidar do museu e ser um excelente artista plástico, está sempre disposto a mostrar o museu às pessoas. 

Autores
Bruna Damian
Lya Warmeling
Luana Werncke
Maria Eduarda Coan
Marilia Locks
Clayane Stange

Turma: EMI 1102

Mudanças

 Os jovens do passado não queriam luxo, pouca coisa, como uma boa música, uma gasosa, um sorriso, e uma bela moça para dançar, ja era o suficiente para serem felizes.
  Namorar naquela época era coisa muito séria e demorada, quase sempre os levava a casar. Viviam para trabalhar não tinham muito estudo e a maioria dos serviços eram braçais e pesados, porém, tinham a vida que pediram a Deus, dias bons e ruins, mas sempre lutando para conseguir a felicidade desejada. Bem diferente dos dias atuais, onde os jovens querem tudo como roupas de marca, celulares, computadores etc. E pensam que a vida é apenas diversão. A diversão que hoje apenas acham em drogas, bebidas, festas, com muitas garotas, esquecendo da vida a dois, do amor que podem conseguir.
  Hoje é muito mais fácil conseguir um estudo de qualidade, passar em uma boa faculdade, construir seu futuro, mas muitos, com medo de tentar, desistem, acham que irão fracassar, esquecem que tudo que precisam para serem felizes pode ser muito pouco, e que podem mudar o mundo pra melhor, basta saber escutar os mais velhos, que cuidaram tão bem dele até agora, só precisam saber ouvi-los e seguir seus ensinamentos para manter o mundo no seu devido lugar.

Autores
Lara hoffmann 
Milena Marcelino Wernke
Miliana Marcelino Wernke
Rafael Schlickmann
Schaiane Schlickmann

Turma: EMI 1102

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Mudgero século XX



Uberto trabalhava na construção de uma empresa.
Certo dia encontrou madeiras esculpidas pela própria natureza.
Encantado com o que via
pegou madeiras e as esculpiu com alegria.

06 de junho do ano 2000,
resolveu fazer um museu com as madeiras que esculpiu.
Sabendo do ocorrido,
amigos resolveram doar-lhe objetos antigos.

Dia 12 de junho ainda no ano de 2000,
fez a primeira exposição para divulgar o seu museu.
Compareceram 3 mil pessoas para a exposição,
trazendo a Uberto uma grande emoção.

Disse Uberto ser natural de Braço do Norte,
e para nós foi uma nova informação,
pois São Ludgero e Braço do Norte pertenciam à Tubarão.
E só depois de muito tempo fizeram uma divisão.

Para ele, hoje os tempos são melhores,
pois antigamente havia mais dificuldades
Sendo que hoje se tem recursos
inclusive para ingressar na faculdade.

Autores:
Emilly Da Cruz
Hyago Salvador
Jaqueline Batista Marques
Jaquelyne Stefany Garcia
Leticia Pereira

Turma: EMI 1103

Grande Vida



Por causa de sua saúde não pôde
ir à escola aprender
e com isso não consegue escrever
Nos fins de semana
sobrava um tempinho para brincar e cozinhar
namorar..... humm nem pensar!
Naquela época
a moeda predominante era o cruzeiro,
no entanto não tinha acesso ao dinheiro
Na sua juventude os jovens
tinham ótima educação
Hoje é uma confusão
Maria Tavares com seus 61 anos
viúva ficou
E mais uma grande tristeza:
seu irmão um raio matou.

Autores:
Fabricio Blomer Menegasso
Geison Marlon Maciel Meinerz
Poliana Crozetta da Veiga
Mayra Ferreira Nunes 

Turma: EMI 1103



terça-feira, 16 de setembro de 2014

Banho no rio de Reinaldes



Fui ao rio me banhar, me banhei, me refresquei,
Mamãe brigou comigo e disse “nada de rio”,
Eu e meus irmãos só queríamos brincar.

Tomando banho de rio é como se estivéssemos em outro mundo,
Meus irmãos são meus amigos, fofocar ninguém se atreve,
É tão bom brincar contigo,
Oh rio tão divertido !

Sob um banho de sol, numa tarde de calor,
Sentíamos o frescor, e a força do amor,
É tão bom brincar contigo,
Oh rio tão divertido !

Tim, tim, tim, água limpinha, tim, tim, tim, descendo vem
É tão bom brincar contigo,
Oh rio tão divertido !



Autores:
Gabriel Costa Nazário
Jaysa Sombrio
Lhuysa Caetano Cidade
Luiza Rohden Verginio

Turma: EMI 1101

Conto de Chica


 Estou aqui, aqui estou,
Dona Chica me conquistou
Contar um pouco da sua história eu vou!

Em tempos antigos, pais não liberais eram um perigo.
Energia elétrica? Um mistério escondido em novos tempos,
luz de querosene era a solução, para quem quisesse iluminação.

Inverno muito rigoroso, e os casacos eram poucos.
Um vestido por menina era o que o pai daria,
pois quase em leito de morte para as meninas já era uma boa sorte.

Estou aqui, aqui estou,
Dona Chica me conquistou
Contar um pouco de sua história eu vou!

Apelido carinhoso que do povo ganhou
já que na igreja sempre está para Deus adorar.
Uma recompensa em ajudar.

Cinco filhos, muita dedicação exige,
com 40 anos casada, a fidelidade persiste,
frutos de um relacionamento de amor existem!

Saindo daqui estou
Mesmo assim dona Chica me conquistou
Acabar o conto da sua história eu vou.

Autores
Eduarda Nascimento Schmoeller
Francis Duarte de Barros
Isadora Vicente Rafael
Jéssica Oestreicher
Laura Niehues Corrêa

Turma: EMI 1101

Vida de Maria

Maria era triste,
Passava fome,
Mais ela não desistia,

Vou à praça,
Vou com pressa,
Comprar o que vou precisar,
Haja o que houver,
Fome posso passar,
Nada vai tirar de mim
A vontade de lutar.

O que comerei?
O que a terra produz.

Chego lá devagar,
A vida pode ser dura,
Mas na roça tenho que trabalhar,
Eu tinha coragem,
Mas levava a carroça,
Com Ânimo e perseverança.


Autores
Janaina Dobicz Cades.
Lucas kuelhkamp fuchter.
Riqueta Peters.

Turma: EMI 1101


A vida de Matias Weber


Em 1948 nasce Matias Weber
Aos 10 anos começou a trabalhar
Plantava arroz, feijão, mandioca
Para seus pais ajudar

Apesar de todas as dificuldades
Os estudos não largou
E no segundo grau se formou

Agora uma tristeza vou lhe contar
Na enchente de 74
Sua casa teve que abandonar

Durante 24 anos
O povo sãoludgerense ele serviu
E com muito amor
Essa carreira ele seguiu

E agora com sua família já formada
Ele vive com sua mulher amada

Autores
Gustavo H. Schlickmann, 
Isadora Niehues, 
Leonardo Schlickmann, 
Lucas M. Schlickmann, 
Ruana Damian, 
Vinicius Weber

Turma: EMI 1102

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

SAUDADES


O maior símbolo de amor,
De quem eu falo
Uma pessoa incomparável
Que à Terra veio para brilhar
Mostrando que tem garra e coragem para lutar.
Disso ninguém queira duvidar.

Tem saudades de sua infância
como qualquer outra criança,
na terceira série do fundamental parou,
mesmo assim sua vida continuou.

Queria voltar no tempo,
voltar a trabalhar na agricultura,
com o que a sustentou até se aposentar.

Católica ia à Igreja todos os dias
levava consigo quase toda família
quando casou continuou a participar,
levando seus filhos e seu marido para rezar.

Por culpa do destino
Deus levou seus dois filhos à morte,
por que Deus permitiu que seus filhos fossem embora?
filho não morre nunca,
filho ficará para sempre.
Junto de sua mãe e em sua mente.

Lembrará dos momentos vividos em família.
Para ela, é o que vale ouro,
vale a pena viver o tempo
como se fosse um tesouro.

Autores: Andreza Menegasso
Bruna Martins Wernke
Fabiana Boeger
Igor Faust Hobold
Isadora Mendes Weber

Turma: EMI 1103

Benicio Warmeling Um Grande Homem


Benicio Warmeling um homem trabalhador
Que sonhava em ser professor
Por suas dificuldades esse sonho não concretizou.

Com as suas mãos calejadas
Criou seus três filhos,
Com muito trabalho
Na roça se dedicou.

Festejos e baile aconteciam
Uma vez por ano,
Aonde iam moças bonitas
Trajando vestidos longos
E meninos com calças curtas,
Sapatos de plásticos e suspensórios.

Crianças no seu tempo eram tímidas
E companheiras dos pais,
Ajudavam no plantio
Reclamar jamais.

Companheiro de todas as horas
Viu sua cidade nascer e crescer,
Um ser grandioso
Por isso considerado vitorioso
Um ser tão amoroso
Lembra-se de sua mocidade
Que ficou longe
Mas cravada em sua cidade.



Autores:
Bruno Crozetta Peters.
Bruno Orben.
Bruna Warmeling.
Gabriel Moreira.
Grazieli Schlickmann.

 Turma: EMI 1103

Memórias de Donilo Della Giustina


1933, Outubro era o mês, e 3 era o dia
Para Gertrudes e Augusto uma data de alegria
Na casa do agricultor mudava toda a rotina
Porque nesta data nascia seu Donilo Della Giustina

Sendo filho de lavrador na roça trabalhou
Tudo era difícil e pouco ele estudou
Mas aos trinta anos para a escola ele voltou

Muitos anos como dentista atuou
Mas na primeira oportunidade um concurso ele prestou
Foi aprovado e se tornou coletor
E ali estava um futuro brilhante de um grande estudante

Vieram boas amizades que por ele foram preservadas
Candidatou-se a prefeito e a conquista foi atestada
Então apoiou as indústrias e teve ruas asfaltadas
Socorrer os mais humildes é sua marca registrada

Seus muitos anos de vida Deus abençoou
Um homem de fé, nem o câncer o derrotou
Este cidadão é prova viva de um antigo ditado
Cada um aqui neste mundo colhe o que tiver plantado

Você que ler esta história e quiser seguir este exemplo
Sonhe não fique perdendo tempo
A vida passa depressa, tão rápida como o vento
Estude, lute, trabalhe e não desperdice o seu talento

Donilo lhe dá um conselho:
"Jovem nunca deixe de sonhar
Cultive boas amizades e procure estudar
A caminhada é longa difícil de atravessar
Mas a chegada é brilhante para quem não tem medo de lutar".


Autores:
Anderson Hobold Varmeling
Ayron Nurnberg Prá
Marcelo De Bona
Matheus Niehues
Vinicius Della Giustina  

Turma: EMI 1103

E para descontrair...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Apresentação

O blog Memórias EMI São Ludgero foi criado com objetivo de divulgar trabalhos realizados no projeto Memórias. Projeto este iniciado na Escola de Educação Básica São Ludgero com a professora Rosimere Buss Niehues e concluir-se-á com a professora Mareni Pereira da Silva, no ano letivo de 2014.
Os trabalhos foram produzidos pelas turmas 1101, 1102 e 1103 do Ensino Médio Inovador com o objetivo de resgatar lembranças das experiências de vida dos moradores desta cidade.